%2Fhttps%3A%2F%2Fs04.video.glbimg.com%2Fx720%2F14519687.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem uma nova liderança desde esta segunda-feira (13). Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do órgão, assume a presidência em substituição a Gilberto Waller. A nomeação ocorre em um momento delicado para a instituição, marcada por um recente escândalo de fraudes e pela persistente questão das longas filas para atendimento e análise de benefícios.
Graduada em Direito e atuante no INSS desde 2003, Ana Cristina Viana Silveira possui uma vasta experiência no setor. Como analista do seguro social, ela aprofundou seu conhecimento sobre o funcionamento do órgão. Sua carreira inclui um período como professora de Direito Previdenciário e, mais recentemente, a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Durante sua gestão no CRPS, notou-se uma significativa dobradura na capacidade de análise de recursos, um feito que pode ser replicado em sua nova função.
A saída de Gilberto Waller, que estava no cargo desde 30 de abril do ano passado, acontece em meio a um complexo cenário. Waller assumiu a presidência pouco após uma operação da Polícia Federal desbaratar um esquema bilionário de desvios, estimado em até R$ 6,3 bilhões, provenientes de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Na época do escândalo, o então presidente Alessandro Stefanutto foi afastado, demitido e posteriormente preso. Cinco outros servidores de alto escalão do INSS também foram afastados e detidos.
O Ministério da Previdência Social, em nota oficial, destacou a missão de Ana Cristina Viana Silveira: acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do INSS. A escolha de uma servidora com profundo conhecimento sistêmico, desde o atendimento nas agências até a esfera recursal, sinaliza um novo rumo focado na redução do tempo de espera e na melhoria da qualidade do atendimento aos segurados. Fontes indicam que a decisão de promover a troca também atende à necessidade de mitigar o desgaste da imagem do governo, especialmente com o acirramento das campanhas eleitorais, e a percepção de que o órgão não estava conseguindo solucionar a questão das filas, apesar da importância de Waller em estabilizar a situação após o escândalo.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, ressaltou que a substituição reflete uma nova fase do governo, com maior atenção à concessão de benefícios. A chegada de Ana Cristina é vista como o retorno do comando da autarquia a um profissional de carreira, algo frequentemente demandado pelos servidores do INSS, e reforça a presença feminina em cargos de liderança no atual governo.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...