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Início/Economia
Mudança no Banco Central dos EUA: Jerome Powell encerra comando sob pressão de Donald Trump
Economia
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo

Mudança no Banco Central dos EUA: Jerome Powell encerra comando sob pressão de Donald Trump

SS

Sol Sertão Online

Colunista

29 de abril de 2026
5 min de leitura

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, lidera nesta quarta-feira (28) sua última reunião de definição de taxas de juros à frente do banco central dos Estados Unidos. A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, assuma o comando da instituição já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho.

Transição e Confirmação no Senado

O nome de Warsh será analisado por um comitê do Senado nesta quarta-feira, antes de seguir para votação no plenário. Embora seu mandato como presidente termine oficialmente em 15 de maio, Powell possui cadeira garantida no Fed e poderá permanecer como diretor até janeiro de 2028, caso decida seguir na instituição.

Relação Tensa e Pressões Políticas

A saída de Powell ocorre após anos de críticas severas por parte de Donald Trump. O presidente republicano utilizou termos ofensivos e pressionou publicamente por cortes nas taxas de juros, sob a justificativa de que juros elevados encarecem o crédito e reduzem o consumo, o que poderia esfriar a atividade econômica e impactar a popularidade do governo.

Além das ofensas verbais, Trump chegou a determinar a abertura de uma investigação sobre os custos de reformas na sede do Fed. No entanto, o Departamento de Justiça dos EUA encerrou o inquérito na última semana, removendo um dos principais obstáculos para a confirmação de Kevin Warsh no Senado.

Legado em Tempos de Crise

O mandato de Powell foi marcado por enfrentar grandes choques econômicos globais, como a pandemia de Covid-19, a guerra entre Rússia e Ucrânia, a implementação de tarifas globais e as recentes tensões no Oriente Médio. Esses fatores contribuíram para a persistência da inflação, forçando o banco central a elevar os juros ao maior nível desde 2001, em 2023.

Para a reunião desta quarta-feira, a previsão do mercado financeiro é que o Fed mantenha a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Com a mudança no comando, as atenções agora se voltam para os novos rumos da política monetária americana sob a gestão de Warsh.


Referência: Informações adaptadas de G1.

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