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Sol Sertão Online
Colunista
Gianinna Maradona, filha do lendário craque Diego Maradona, revelou estar convencida de que existia um "plano" articulado por pessoas do círculo íntimo e pela equipe médica para manter o astro sob controle nos meses que antecederam sua morte, em novembro de 2020.
As declarações foram feitas durante o julgamento de sete profissionais de saúde, acusados de negligência fatal. Segundo Gianinna, o objetivo do grupo não seria necessariamente matar o pai, mas sim mantê-lo em uma situação de dependência e vulnerabilidade para facilitar a manipulação.
A filha do jogador apontou diretamente o ex-advogado Matías Morla e o ex-assistente Maximiliano Pomargo como figuras centrais nesse esquema. De acordo com Gianinna, o foco do círculo próximo estava voltado para o aspecto financeiro e a gestão das marcas comerciais do atleta, negligenciando sua saúde.
Um dos pontos centrais da denúncia é a recusa em internar Maradona em uma unidade psiquiátrica, o que teria sido a alternativa correta para tratar suas dependências. Para a filha, essa opção foi descartada porque exigiria a tutela de um juiz, o que comprometeria a procuração de Morla, que permitia ao advogado assinar documentos e controlar negócios em nome do jogador.
O processo também analisa a escolha da residência em Tigre, ao norte de Buenos Aires, para a recuperação do atleta. O local é descrito pela acusação como desprovido de equipamentos médicos adequados. Gianinna afirmou que a equipe médica, liderada pelo médico Leopoldo Luque, agiu com manipulação e negligência.
Maradona faleceu aos 60 anos, vítima de edema pulmonar e parada cardiorrespiratória. Enquanto a defesa dos sete profissionais alega que a morte ocorreu por causas naturais, a promotoria utiliza áudios e evidências de que a equipe tentou se resguardar legalmente ao perceber a piora do estado de saúde do ídolo.
Os profissionais de saúde envolvidos no processo enfrentam penas que podem variar entre oito e 25 anos de prisão.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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