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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve decidir nos próximos dias se prorroga a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. O benefício, concedido por razões de saúde com prazo de 90 dias, expirou na última semana, e a decisão final foi adiada devido a um episódio envolvendo a apreensão de uma arma de fogo.
A polêmica surgiu após a Polícia Militar apreender, em uma blitz em Brasília, uma pistola registrada no nome de Bolsonaro, que estava em um veículo oficial do GSI conduzido por um militar do Exército. Embora o delegado da Polícia Federal tenha sugerido o indiciamento do condutor por porte ilegal, o inquérito concluiu que Bolsonaro não cometeu crime, pois o armamento possuía registro válido.
A defesa do ex-presidente informou ao Supremo que Bolsonaro abre mão da pistola e sustenta que não houve "falta grave". O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também já manifestou parecer favorável à manutenção da prisão domiciliar, alegando que o ocorrido não impacta negativamente o regime de cumprimento de pena.
Caso o benefício não seja renovado, o ex-presidente poderá retornar à penitenciária da Papudinha para cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em reunião recente com os advogados, o ministro Moraes demonstrou preocupação com a atual condição de saúde de Bolsonaro.
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