Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
A Câmara dos Deputados aprovou a chamada “minirreforma eleitoral”, que altera a Lei dos Partidos Políticos. O projeto introduz a flexibilização de punições e novas regras de fiscalização da Justiça Eleitoral, medidas que, segundo especialistas, possuem potencial para serem questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as principais mudanças está a criação de um mecanismo similar ao Refis, permitindo o parcelamento de multas partidárias em até 180 meses. O texto também estabelece um teto de R$ 30 mil para multas decorrentes de desaprovação de contas e prevê a extinção de processos que não sejam concluídos em três anos.
A proposta altera ainda as normas de propaganda digital, permitindo que partidos utilizem números oficiais para o envio automatizado de mensagens a eleitores previamente cadastrados, sem que a prática seja considerada disparo em massa irregular. Críticos da medida alertam para a possível dificuldade de fiscalização sobre o consentimento dos eleitores.
Juristas apontam que a regra da anterioridade eleitoral pode ser o ponto central de judicialização na Corte. No entanto, a possibilidade de questionamento judicial depende da aprovação do texto pelo Senado Federal e da posterior sanção presidencial, etapas necessárias para que o projeto se torne lei.
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