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Sol Sertão Online
Colunista
Muito além das tendências de redes sociais, a relação entre a menopausa e a perda de colágeno é um fato biológico estudado há décadas. A proteína, responsável por sustentar estruturas essenciais como ossos e pele, sofre uma redução drástica durante a transição hormonal. Pesquisas indicam que mulheres podem perder até 30% do colágeno cutâneo nos primeiros cinco anos após a menopausa, com uma queda contínua de cerca de 2% ao ano posteriormente.
Essa redução ocorre porque o estrogênio desempenha um papel crucial na regulação dos fibroblastos, as células que produzem o colágeno. Com a queda dos níveis desse hormônio, a sinalização celular enfraquece, resultando em uma pele mais fina, com menor elasticidade e menor retenção de água.
Embora a perda hormonal seja inevitável, fatores externos podem agravar a situação. A radiação ultravioleta, proveniente do Sol ou de camas de bronzeamento, estimula a produção de enzimas que degradam as proteínas estruturais da pele, agindo como uma verdadeira "equipe de demolição".
Vale ressaltar que pessoas com tons de pele mais escuros possuem maior proteção natural devido à melanina, o que reduz a incidência de rugas. No entanto, todas as peles estão sujeitas ao fotoenvelhecimento se não houver a proteção adequada.
A indústria de bem-estar promove diversos produtos, mas a ciência recomenda cautela. Cremes tópicos de colágeno dificilmente reponham a proteína perdida, pois as moléculas são grandes demais para penetrar na barreira cutânea, servindo apenas para a hidratação superficial.
Quanto aos suplementos orais, as evidências são ambíguas. Como o colágeno é digerido em aminoácidos, não há garantia de que esses nutrientes sejam direcionados especificamente para a pele. Por outro lado, a vitamina C é fundamental para a produção natural de colágeno, sendo recomendada a ingestão de cerca de 100 mg por dia para a maioria dos adultos.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) apresenta resultados mais consistentes na melhora da espessura e elasticidade da pele, com alguns estudos relatando um aumento de até 48% no conteúdo de colágeno. Contudo, a TRH deve ser avaliada individualmente por um médico devido aos riscos e benefícios.
Outras opções, como a microagulhagem, existem, mas trazem riscos de infecções, hematomas e hiperpigmentação. Para manter a saúde da pele a longo prazo, a recomendação fundamental é proteger-se dos raios UV, evitar o tabagismo e manter níveis adequados de vitamina C, priorizando a ciência em vez de promessas rápidas de publicidade.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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