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Sol Sertão Online
Colunista
A cantora e compositora Marina Lima subiu ao palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, na noite de 25 de abril, para apresentar a turnê “Marina Lima 70”. O espetáculo, que teve sua estreia em Porto Alegre no final de março, reuniu um público caloroso e contou com a presença de ícones da música brasileira, como Caetano Veloso e Ney Matogrosso.
O roteiro da apresentação integrou faixas do recém-lançado 18º álbum de estúdio da artista, “Ópera Grunkie” (2026). A obra, que tem sido alvo de debates nas redes sociais, traz marcas profundas do luto pela perda de seu irmão e parceiro letrista, Antonio Cicero. Canções como “Só que não”, “Olívia” e “Samba pra diversidade” foram executadas, embora a plateia tenha demonstrado maior entusiasmo com o cancioneiro consagrado da artista.
Com 50 anos de trajetória artística, iniciada em 1976, Marina Lima reafirmou sua assinatura singular e sua posição como instrumentista no universo do rock. A abertura do show, com a música “Pra começar” (1986), trouxe a artista empunhando a guitarra, remetendo à estética de seu primeiro álbum, “Simples como fogo” (1979).
Ao longo dos 90 minutos de show, a artista alternou figurinos e manteve a sensualidade natural que sempre pautou sua presença no pop brasileiro. Acompanhada por uma banda coesa, Marina demonstrou sua versatilidade ao interpretar sucessos de autoria própria e releituras de artistas como Lulu Santos e Lô Borges.
O bis do espetáculo foi marcado por um efeito catártico, com a sequência de hits como “Nada por mim”, “Nem luxo nem lixo” e “Uma noite e 1/2”. No entanto, o momento de maior sensibilidade ocorreu no encerramento, com a execução da balada “Não sei dançar”.
A performance foi dedicada ao compositor Alvin L, parceiro de Marina desde 1993, que faleceu no último dia 5 de abril. A noite consolidou Marina Lima como uma artista que, mesmo celebrando a maturidade, permanece em constante movimento e conectada com a contemporaneidade musical.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
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