
Sol Sertão Online
Colunista
Uma pesquisa realizada pelo instituto Atlas/Bloomberg revela que 51,7% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) está diretamente envolvido em esquemas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O levantamento indica que a grande maioria da população, 95,6%, tem conhecimento dos áudios e mensagens trocados entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Os registros, que se tornaram públicos recentemente, detalham a negociação de um repasse de R$ 134 milhões para o financiamento do filme "Dark Horse", que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 33,3% dos entrevistados, a troca de mensagens representa apenas uma tentativa legítima de captação de recursos para a produção cinematográfica, enquanto 12,1% veem proximidade entre as partes, mas sem comprovação de crime.
Questionados sobre qual grupo político estaria mais envolvido nas fraudes do Banco Master, 43,3% dos brasileiros apontaram os aliados de Bolsonaro. Na sequência, 32,8% citaram os aliados de Lula e 7,1% mencionaram o Centrão. Outros 16,1% acreditam que todos os grupos políticos estão igualmente implicados no esquema.
Sobre a natureza do vazamento das conversas, 54,9% dos participantes consideram as mensagens como evidências obtidas em uma investigação legítima. Já 33% concordam com a linha de defesa do senador, que sustenta que a divulgação foi seletiva e teve a intenção de prejudicar sua pré-campanha à Presidência.
O reflexo do episódio nas pretensões eleitorais do senador é significativo: 45,1% dos entrevistados afirmam que a divulgação das mensagens "enfraqueceu muito" a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, e 19% acreditam que o impacto foi leve.
Apesar disso, o impacto parece ser menor entre sua base de apoio. Cerca de 18,8% dos respondentes declararam estar mais dispostos a votar no senador após a polêmica, enquanto 9,4% se disseram muito menos dispostos a apoiá-lo.
A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, utilizando recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...