
Caio Da Gama
Colunista
Considerado unanimidade e o maior nome da história do basquete no Brasil, Oscar Schmidt faleceu após dar entrada, na manhã de hoje, no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), localizado em Santana de Parnaíba (SP). O ex-atleta chegou à unidade de saúde apresentando um quadro de parada cardiorrespiratória.
Oscar deixa sua esposa, Maria Cristina, e os dois filhos do casal, Filipe e Stephanie.
Famoso pela precisão absoluta em seus arremessos, Oscar ganhou do público e da crônica esportiva o carinhoso apelido de "Mão Santa". No entanto, conhecido por sua dedicação implacável ao esporte, o próprio atleta fazia questão de ressaltar que seu talento era fruto de esforço, e não de intervenção divina:
"Não existe mão santa, existe mão treinada", costumava repetir o ídolo, justificando os "milagres" que protagonizava em quadra com horas exaustivas de treinamento.
A grandiosidade de Oscar ultrapassou as fronteiras do Brasil e o transformou em uma lenda global do basquete. Seu nome está imortalizado nas principais instituições esportivas do mundo:
Integra o Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial).
Faz parte do Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA).
É membro do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Foi selecionado para a seleta lista dos 100 maiores de todos os tempos.
Nas quadras, ele eternizou a camisa de número 14. O número, que virou sinônimo de craque no Brasil, carregava um significado pessoal profundo: foi uma homenagem ao dia em que pediu sua esposa, Cris, em namoro. O país se despede não apenas de um recordista olímpico e brasileiro, mas de um de seus maiores símbolos de paixão pelo esporte.
Créditos: Reportagem baseada em informações publicadas pelo portal UOL
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