
Sol Sertão Online
Colunista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua agenda em Washington nesta sexta-feira (8), após um encontro de aproximadamente três horas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião, realizada na Casa Branca e acompanhada de um almoço, focou em pautas econômicas, de segurança e relações internacionais.
Um dos pontos centrais da discussão foi a questão das tarifas comerciais. Lula propôs a criação de um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para que técnicos do Brasil e dos Estados Unidos debatam e apresentem propostas concretas para a resolução de impasses tarifários.
Sobre o sistema de pagamentos Pix, o mandatário brasileiro informou que o tema não foi abordado por Trump, apesar de preocupações anteriores do escritório de representação comercial da Casa Branca (USTR) sobre possíveis barreiras comerciais.
No campo da segurança, Lula sugeriu a implementação de um grupo de trabalho conjunto para combater o crime organizado. No entanto, o presidente descartou a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas, enfatizando que o controle dos territórios urbanos pertence ao Estado.
Lula também entregou ao governo americano uma lista de nomes sancionados, reiterando a necessidade de resolução de pendências envolvendo ministros da Suprema Corte e outras autoridades brasileiras.
Ao ser questionado sobre a corrida presidencial de 2026, Lula afirmou não acreditar em qualquer interferência de Donald Trump no pleito, destacando que a decisão cabe exclusivamente ao povo brasileiro. O petista também reforçou sua disposição em dialogar sobre conflitos em Cuba, Venezuela e Irã, defendendo a diplomacia e o diálogo em vez de intervenções belicistas.
Ainda em Washington, o presidente comentou sobre a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira. Lula ressaltou que a operação foi fruto de uma decisão judicial do ministro André Mendonça e expressou esperança na inocência dos investigados.
Trump classificou a reunião como "muito boa" e definiu Lula como um presidente "dinâmico" em publicação nas redes sociais. O encontro teve seu protocolo de imprensa alterado a pedido do Brasil, permitindo a entrada de jornalistas no Salão Oval apenas ao final da conversa.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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