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Sol Sertão Online
Colunista
O presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizam um encontro oficial em Washington nesta quinta-feira (7). Entre as pautas centrais da reunião está a cooperação no combate ao crime organizado transnacional, tema que tem gerado divergências diplomáticas entre os dois países.
O ponto de maior tensão reside na possibilidade de o governo norte-americano classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem defendido a medida, seguindo modelos já aplicados a grupos criminosos do México e da Venezuela.
A proposta já foi comunicada ao governo brasileiro, mas enfrenta resistência. A Secretaria Nacional de Segurança Pública argumenta que, sob a Lei Antiterrorismo de 2016, as facções brasileiras não se enquadram na definição de terrorismo, pois suas motivações são financeiras e ligadas ao lucro, e não ideológicas, políticas ou religiosas, como exige a legislação nacional.
Para os Estados Unidos, a avaliação difere devido à expansão internacional do PCC. Autoridades americanas já identificaram a atuação de membros da facção em diversos estados, incluindo Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. A magnitude do grupo, com presença em cerca de 30 países e milhares de membros, reforça a intenção de Washington em aplicar sanções mais rígidas.
Caso a classificação como organização terrorista seja efetivada pelo Departamento de Estado, as consequências seriam severas, incluindo o congelamento de ativos financeiros e a proibição de entrada de membros no território americano, visando cortar as fontes de financiamento dos grupos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o encontro entre os chefes de Estado é fundamental para que Brasil e Estados Unidos alinhem estratégias eficientes no combate ao crime organizado que opera além das fronteiras.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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