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Sol Sertão Online
Colunista
Durante visita oficial à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a competitividade dos biocombustíveis brasileiros e criticou rigorosamente as normas ambientais impostas pela União Europeia (UE). Em pronunciamentos na Feira Industrial de Hannover e no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, o mandatário afirmou que o país possui vantagens estratégicas para liderar a transição energética global.
Lula questionou a revisão do regulamento de biocombustíveis da UE, alegando que as novas propostas ignoram as práticas de sustentabilidade no uso do solo no Brasil. O presidente criticou, ainda, o mecanismo unilateral de cálculo de carbono implementado em janeiro, que desconsideraria a baixa emissão de poluentes dos processos produtivos brasileiros baseados em fontes renováveis.
Para evidenciar a eficiência do setor, o presidente propôs a realização de uma comparação direta entre as emissões de dióxido de carbono (CO₂) de combustíveis produzidos no Brasil e na Europa, argumentando que a atual classificação ambiental gera distorções que prejudicam a entrada de produtos brasileiros no mercado europeu.
Com cerca de 90% da eletricidade proveniente de fontes renováveis, o Brasil foi apresentado por Lula como o destino ideal para quem busca energia limpa e barata. O presidente destacou o etanol de cana-de-açúcar e o biodiesel como diferenciais competitivos e mencionou testes com caminhões movidos a biocombustíveis que apresentam desempenho equivalente ao diesel convencional, porém com emissões drasticamente reduzidas.
O presidente aproveitou a ocasião para pedir apoio na consolidação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, classificando o tratado como essencial para a ampliação do comércio e a geração de empregos. Lula ressaltou que a Alemanha é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa, contando com a atuação de mais de 1.200 empresas alemãs em território nacional.
Além da pauta energética, foram destacados os avanços econômicos do Brasil, como a aprovação da reforma tributária e um plano de investimentos em infraestrutura e inovação estimado em US$ 350 bilhões, reforçando a imagem do país como um ambiente favorável a negócios.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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