%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2017%2FT%2FA%2FpC9EfGRiWyx6n39ooosA%2Fbritain-eu-politics-brexit-daniel-leal-olivas-afp.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
Agentes da polícia de Londres têm intensificado o patrulhamento em diversos bairros da capital britânica para combater a epidemia de roubos de smartphones. A cidade chegou a ser considerada a capital europeia desse tipo de crime, atraindo a atenção de quadrilhas especializadas que visam turistas e profissionais em áreas de grande circulação, como a região da London Bridge e o mercado Borough Market.
Para enfrentar a criminalidade, a Polícia Metropolitana mobiliza drones, sistemas de reconhecimento facial em tempo real e equipes de intervenção rápida. Apesar dos esforços, a recuperação dos aparelhos é difícil, pois os criminosos utilizam táticas como envolver os celulares em papel alumínio para bloquear o sinal de localização e impedir o rastreamento.
Dados da polícia indicam que houve uma queda de 12,3% nos roubos no último ano, com os registros caindo de 81.365 em 2024 para 71.391 em 2025. No entanto, o volume de crimes ainda é alarmante.
As investigações revelam que a maioria dos aparelhos roubados é exportada e revendida no exterior em poucos dias. Em 2025, as autoridades desmantelaram uma rede que contrabandeou cerca de 40 mil celulares para a China.
Um ponto crítico identificado pela polícia é o recrutamento de adolescentes. Jovens entre 16 e 18 anos — e em alguns casos com apenas 13 anos — são cooptados por grupos do crime organizado. Esses jovens recebem entre 100 e 200 libras (aproximadamente R$ 646 a R$ 1,3 mil) por cada aparelho furtado, tornando-se vulneráveis à entrada em atividades criminosas mais graves.
Diante da complexidade do problema, o chefe da polícia londrina, Mark Rowley, defende que a solução definitiva passa pela cooperação das fabricantes de smartphones. Rowley estabeleceu o prazo de 1º de junho para que as empresas proponham métodos que tornem os aparelhos completamente inutilizáveis após o roubo.
O objetivo é transformar o dispositivo em um "tijolo" sem valor comercial, eliminando o mercado clandestino de peças e reativação, caso as empresas não apresentem soluções voluntárias, a polícia buscará a intervenção do governo para legislar sobre a questão.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...