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Sol Sertão Online
Colunista
Uma autoridade libanesa confirmou à agência de notícias Reuters que o Líbano estabeleceu um cessar-fogo como pré-condição para negociar um acordo de paz mais amplo com o governo de Benjamin Netanyahu. A delegação libanesa participará de uma reunião crucial na próxima semana em Washington D.C., acompanhada por representantes dos Estados Unidos e de Israel, com o objetivo de discutir e anunciar um acordo de trégua.
A declaração surge um dia após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter instruído seu gabinete a iniciar negociações de paz com o Líbano o mais rápido possível. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA corroborou a informação de que o país sediará o encontro para debater as negociações em curso sobre um cessar-fogo, embora a data exata ainda não tenha sido definida.
O histórico de mediação dos EUA em acordos de trégua entre Israel e Hezbollah é relevante, considerando que o acordo anterior, firmado em novembro de 2024, foi mediado por Washington e posteriormente rompido em março deste ano.
Em meio às conversas diplomáticas, uma autoridade israelense de alto escalão indicou à Reuters que Israel se prepara para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias. Contudo, o Exército israelense ressaltou que a operação contra o Hezbollah prossegue. O governo libanês tem defendido veementemente a inclusão do país em qualquer cessar-fogo mais amplo, especialmente após o que foi descrito como o maior e mais letal bombardeio de Israel em território libanês desde a escalada do conflito.
A inclusão do Líbano no cessar-fogo emerge como o principal ponto de discórdia. Netanyahu, com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, argumentou que a frente de conflito no Líbano não se enquadra nos termos do acordo. Em contrapartida, o Paquistão, atuando como mediador, declarou explicitamente que o Líbano está incluído na trégua. O Irã, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo, chegando a ameaçar fechar o Estreito de Ormuz e prometendo retaliação caso os ataques continuem.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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