
Sol Sertão Online
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reafirmou nesta terça-feira (12) sua decisão de permanecer no poder, apesar da crescente pressão interna e de pedidos públicos por sua renúncia após resultados eleitorais desfavoráveis para o Partido Trabalhista.
Durante reunião com sua equipe ministerial, Starmer classificou as últimas 48 horas como "desestabilizadoras" e alertou que a instabilidade política gera custos econômicos reais para o país e para as famílias britânicas. O premiê enfatizou que, embora assuma a responsabilidade pelos resultados eleitorais, não há nenhum processo oficial em curso para a contestação de sua liderança dentro do partido.
Apesar do cenário crítico, quatro ministros de alto escalão manifestaram apoio público ao governo. O ministro das Pensões, Pat McFadden, afirmou à imprensa que a liderança de Starmer não foi questionada durante a reunião de gabinete, destacando que houve diversas declarações de apoio ao trabalho realizado.
A postura desafiadora de Starmer contrasta com a insatisfação de parte de sua base. Mais de 80 parlamentares trabalhistas já pediram publicamente que o premiê defina uma data para sua saída, a fim de organizar a transição de liderança. A crise já provocou a renúncia de um ministro júnior e de diversos assessores ministeriais.
O mercado financeiro também monitora a situação com cautela. Existe o temor de que a substituição de Starmer e de sua ministra das Finanças, Rachel Reeves, por nomes de alas mais à esquerda possa resultar em maior endividamento e aumento de gastos públicos, elevando os custos de empréstimos do Reino Unido.
Caso Starmer seja forçado a deixar o cargo, o ministro da Saúde, Wes Streeting, surge como um dos nomes mais fortes para assumir a liderança, sendo visto por aliados como um comunicador mais eficaz que o atual premiê.
Outras figuras, como o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, e a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner, enfrentam obstáculos para concorrer. Burnham não possui a cadeira parlamentar necessária para a candidatura, enquanto Rayner ainda lida com pendências fiscais que marcaram sua renúncia no ano passado.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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