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Início/Educação
Justiça anula posse de professores cotistas da UFPE por divergência no cálculo de vagas
Educação
Foto de Wesley Tingey na Unsplash

Justiça anula posse de professores cotistas da UFPE por divergência no cálculo de vagas

SS

Sol Sertão Online

Colunista

14 de agosto de 2026
5 min de leitura

Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.


Resumo dos Fatos

Dois professores, Rafaela Niels e Allison Ruan, tiveram suas nomeações anuladas por decisão judicial após tomarem posse em concurso público da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Allison chegou a lecionar por seis meses na área de Engenharia Química antes da anulação, enquanto Rafaela, do departamento de Medicina da Mulher, havia pedido demissão de cargos anteriores para assumir a vaga de dedicação exclusiva.

O ponto central da disputa jurídica é a forma de contabilização das vagas reservadas para cotas. A Justiça entendeu que as vagas deveriam ser contabilizadas individualmente por departamento e não pelo total do concurso. Como cada área possuía apenas uma vaga, a decisão determinou que a reserva de cotas não seria aplicável, destinando os cargos à ampla concorrência.

Especialistas e pesquisadores argumentam que essa interpretação desrespeita a legislação, defendendo que o cargo é único — "Professor do Magistério Superior" — independentemente da disciplina. Segundo essa visão, o fracionamento por departamento reduz a oferta de vagas para cotistas e compromete a efetividade das ações afirmativas, contrariando entendimentos de tribunais superiores e do TCU.

Em nota, a UFPE informou que as anulações não resultaram de decisão administrativa da universidade, mas do cumprimento de determinações do Poder Judiciário. A instituição declarou que mantém seu compromisso com as políticas de ações afirmativas, mas ressaltou a obrigatoriedade legal de acatar as decisões judiciais dirigidas ao órgão.

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