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Justiça anula nomeação de professor cotista da UFPE por divergência na contagem de vagas
Educação
Foto de Wesley Tingey na Unsplash

Justiça anula nomeação de professor cotista da UFPE por divergência na contagem de vagas

SS

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Colunista

13 de agosto de 2026
5 min de leitura

Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.


Decisão Judicial e Impacto

O professor Allison Ruan, de 31 anos, teve sua nomeação anulada para o cargo de docente na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) após uma decisão judicial. Aprovado por meio de cotas raciais, Ruan chegou a lecionar durante o primeiro semestre de 2026, mas foi substituído por uma candidata da ampla concorrência, Brígida Maria Villar da Gama, que invalidou a vaga na Justiça.

O impasse jurídico central da disputa reside na forma de contabilização das vagas reservadas. A defesa da candidata vitoriosa alegou que a vaga para o Departamento de Engenharia Química não deveria ser destinada a cotistas, pois, ao fracionar o edital por departamento, a vaga torna-se única, o que impediria a aplicação da reserva de 30% prevista em lei, que exige a oferta de ao menos duas vagas.

Em contrapartida, pesquisadores e advogados afirmam que essa estratégia de fracionamento desrespeita a legislação e enfraquece as ações afirmativas. O argumento é que o cargo de "Professor do Magistério Superior" é único, independentemente da área de atuação. Essa visão é corroborada por decisões de tribunais superiores e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considera irregular o fracionamento de vagas de um mesmo cargo por especialidades.

A UFPE informou que a anulação não foi uma decisão administrativa da instituição, mas o cumprimento de uma determinação do Poder Judiciário. O caso reflete um problema estrutural na implementação de cotas em universidades federais, similar a ocorrências já registradas na UFBA, onde a disputa sobre a base de cálculo das vagas também chegou às instâncias judiciais.

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