%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2F7%2F7%2FOgpgLHRyaEDs2UY57R4Q%2Fjuliana-linhares-elisa-maciel.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
A cantora, compositora e atriz potiguar Juliana Linhares consolida sua posição como um dos grandes nomes da música brasileira atual com o lançamento de seu segundo álbum solo, intitulado “Até cansar o cansaço”. A obra, concebida como um disco conceitual, mantém a coesão e o brilhantismo observados em seu trabalho anterior, “Nordeste ficção” (2021).
Com produção musical de Elisio Freitas e direção artística de Marcus Preto, o álbum mergulha no estado de exaustão da humanidade. Inspirada por vivências com o neurocientista Sidarta Ribeiro, a artista utiliza as 11 faixas para explorar a ansiedade e a depressão em um mundo hiperconectado, buscando, ao mesmo tempo, caminhos de libertação e recomeço.
O disco celebra a linhagem feminina da música nordestina, traçando paralelos com ícones como Elba Ramalho, Marinês e Anastácia. Esta última participa da faixa “Vida virada”, um baião que clama pela urgência de viver e romper com a rotina massacrante do trabalho.
Outro destaque é a colaboração com a cantora baiana Agnes Nunes no xote “Tanto buliço”, onde o afeto surge como alternativa à solidão. O álbum ainda conta com a presença marcante de Ney Matogrosso na faixa “Mistério do óbvio”, que mistura o xaxam com guitarras roqueiras, trazendo leveza e profundidade ao repertório.
A potência vocal de Juliana é evidenciada em canções como “Emaranhada” e “Tempos temporais”, composições de Juliano Holanda que transitam entre a acidez da realidade cotidiana e a melancolia lírica, enriquecida por arranjos de violoncelo e violino.
O repertório também presta homenagens a grandes compositores, incluindo Manduka em “Conseguiram, parabéns” e uma regravação da emblemática “A palo seco”, de Belchior. O encerramento do disco, com a faixa “Futuro (Novos erros) + Oração pro sonho”, amacia a tensão do álbum e convida o ouvinte a acreditar em novos começos.
“Até cansar o cansaço” apresenta-se como uma obra-prima imediata, equilibrando a crítica social e a angústia moderna com um sopro vital de esperança.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...