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Sol Sertão Online
Colunista
A jornalista freelancer americana Shelly Kittleson, que atuava na região do Iraque e Síria, foi sequestrada em Bagdá na última terça-feira (30). Autoridades americanas e iraquianas revelaram que Kittleson havia sido alertada sobre ameaças iminentes contra sua segurança nos dias que antecederam o sequestro. As informações indicam que um suspeito envolvido no planejamento do crime já foi detido e está sob interrogatório.
Kittleson, conhecida por seu profundo conhecimento da região e das comunidades que cobria, tentou ingressar no Iraque a partir da Síria em 9 de março. Na ocasião, foi impedida de entrar no país por não possuir autorização de imprensa e por preocupações de segurança relacionadas à escalada do conflito na região. Posteriormente, ela obteve um visto de entrada única válido por 60 dias, destinado a facilitar o trânsito de estrangeiros retidos em países vizinhos. Kittleson chegou a Bagdá dias antes de seu desaparecimento e estava hospedada em um hotel na capital.
Fontes de inteligência iraquianas afirmaram que, antes do sequestro, houve contato com autoridades americanas para informar sobre uma ameaça específica de sequestro contra a jornalista por milícias ligadas ao Irã. O Departamento de Estado dos EUA confirmou ter alertado a jornalista sobre os riscos, inclusive na noite anterior ao crime.
Autoridades americanas apontam o Kataib Hezbollah, uma milícia iraquiana com ligações ao Irã e histórico de envolvimento em sequestros de estrangeiros, como o grupo responsável pelo sequestro. No entanto, o grupo não reivindicou a ação e o governo iraquiano não se pronunciou oficialmente sobre a filiação dos sequestradores.
Durante a fuga dos sequestradores, as forças de segurança iraquianas perseguiram os criminosos, resultando na prisão de um suspeito após um acidente de carro. Contudo, os demais envolvidos conseguiram escapar com a jornalista em um segundo veículo. Autoridades iraquianas acreditam que Kittleson esteja sendo mantida em cativeiro em Bagdá e intensificam os esforços para localizá-la e garantir sua libertação, afirmando possuir informações sobre os sequestradores, mas sem detalhar.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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