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Jejum intermitente não supera dietas tradicionais na perda de peso, indica estudo
Saúde
Jejum intermitente • Freepik

Jejum intermitente não supera dietas tradicionais na perda de peso, indica estudo

SS

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Colunista

26 de maio de 2026
5 min de leitura

Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.


Análise de ensaios clínicos desmistifica vantagem do método

Uma análise de 22 ensaios clínicos envolvendo quase 2 mil adultos, publicada na Cochrane Library, concluiu que o jejum intermitente não é mais eficaz do que as dietas tradicionais para a perda de peso. A diferença média de perda de peso entre os grupos foi de apenas 300 gramas, resultado considerado estatisticamente insignificante.

Embora a estratégia promova adaptações fisiológicas, como a melhora da sensibilidade à insulina e a oxidação de gordura, o endocrinologista Rafael Scarin afirma que esses fenômenos não se traduzem em superioridade clínica. Na prática, os benefícios obtidos não superam os resultados da restrição calórica e orientação dietética convencional.

Segundo o especialista, o sucesso do método depende da capacidade de manutenção individual e não de uma vantagem metabólica específica. O jejum intermitente pode ser uma alternativa válida para pacientes que consigam adequar as janelas alimentares à sua rotina e sustentar o padrão a longo prazo.

O estudo alerta que a prática pode causar efeitos colaterais como fadiga, tontura, náusea e hipoglicemia. A cautela é recomendada especialmente para pessoas com histórico de transtornos alimentares, risco de desnutrição ou que utilizem medicamentos para redução da glicose no sangue.

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