
Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Uma análise de 22 ensaios clínicos envolvendo quase 2 mil adultos, publicada na Cochrane Library, concluiu que o jejum intermitente não é mais eficaz do que as dietas tradicionais para a perda de peso. A diferença média de perda de peso entre os grupos foi de apenas 300 gramas, resultado considerado estatisticamente insignificante.
Embora a estratégia promova adaptações fisiológicas, como a melhora da sensibilidade à insulina e a oxidação de gordura, o endocrinologista Rafael Scarin afirma que esses fenômenos não se traduzem em superioridade clínica. Na prática, os benefícios obtidos não superam os resultados da restrição calórica e orientação dietética convencional.
Segundo o especialista, o sucesso do método depende da capacidade de manutenção individual e não de uma vantagem metabólica específica. O jejum intermitente pode ser uma alternativa válida para pacientes que consigam adequar as janelas alimentares à sua rotina e sustentar o padrão a longo prazo.
O estudo alerta que a prática pode causar efeitos colaterais como fadiga, tontura, náusea e hipoglicemia. A cautela é recomendada especialmente para pessoas com histórico de transtornos alimentares, risco de desnutrição ou que utilizem medicamentos para redução da glicose no sangue.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...