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Início/Política
Irmão de Ciro Nogueira é alvo da PF e deverá usar tornozeleira eletrônica
Política
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) • Jefferson Rudy/Agência Senado

Irmão de Ciro Nogueira é alvo da PF e deverá usar tornozeleira eletrônica

SS

Sol Sertão Online

Colunista

7 de maio de 2026
5 min de leitura

Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP), tornou-se um dos alvos da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (7). Como medida cautelar, Raimundo terá que utilizar tornozeleira eletrônica, entregar seu passaporte e está proibido de se comunicar com os demais envolvidos no processo.

Esquema de subavaliação de ações

A investigação foca na atuação de Raimundo como administrador formal da empresa CNLF. A companhia adquiriu ações da Green Investimentos, presidida por Felipe Cançado Vorcaro — primo de Daniel Vorcaro —, por um valor significativamente abaixo do mercado: as cotas, estimadas em R$ 13 milhões, foram compradas por apenas R$ 1 milhão.

Segundo a decisão do ministro André Mendonça, a Polícia Federal concluiu que a função de Raimundo na empresa não foi acidental, mas serviu como "cobertura documental" para viabilizar a transferência dissimulada de vantagens econômicas a um núcleo político investigado.

Perfil do investigado

Raimundo Nogueira possui histórico no setor público, tendo presidido a Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S/A). Além disso, atuou como secretário parlamentar no gabinete de Ciro Nogueira durante o período em que o senador era deputado federal, entre as décadas de 1990 e 2000.

Contexto da Operação Compliance Zero

Lançada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero investiga crimes financeiros ligados ao Banco Master, especificamente a emissão de títulos de crédito falsos no Sistema Financeiro Nacional (SFN). A operação já resultou na prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, e no bloqueio de bens no valor de R$ 12,2 bilhões, incluindo relógios, obras de arte e veículos de luxo.

As apurações começaram em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a criação de carteiras de crédito insubsistentes vendidas a outra instituição financeira. Em 2026, a operação também levou à prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), suspeito de receber R$ 140 milhões em propinas para facilitar a aquisição do Banco Master e pressionar acionistas a comprarem ações da instituição.


Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.

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