Sol Sertão Online
Colunista
O governo do Irã encaminhou, neste domingo (10), a sua resposta à proposta mais recente dos Estados Unidos para a cessação das hostilidades na região. A comunicação foi realizada por intermédio de um mediador paquistanês, com foco central na interrupção da guerra.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outras altas autoridades do regime. Na ocasião, os EUA informaram ter destruído diversos alvos militares, incluindo navios, aeronaves e sistemas de defesa aérea.
Em retaliação, o regime dos aiatolás lançou ataques contra diversas nações, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano sustenta que as ofensivas visaram exclusivamente interesses de Israel e dos Estados Unidos nesses países.
O custo humano da guerra é elevado. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.900 civis morreram no Irã. A Casa Branca, por sua vez, contabilizou ao menos 13 mortes de soldados americanos.
A instabilidade expandiu-se para o Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, atacou território israelense em resposta à morte de Ali Khamenei. Como consequência, Israel intensificou ofensivas aéreas no país vizinho, resultando em mais de 2.500 mortes em solo libanês.
Após a perda de sua cúpula, o Irã elegeu Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder, como o novo líder supremo. Especialistas indicam que a nova gestão deve manter a estrutura de repressão e a linha política anterior.
A escolha foi criticada por Donald Trump, que classificou a nomeação de Mojtaba como um "grande erro" e afirmou que a liderança do novo líder supremo seria "inaceitável".
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...