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Sol Sertão Online
Colunista
Teerã afirmou neste sábado (2) que a decisão sobre o futuro do embate com os Estados Unidos cabe agora a Washington, alertando que o país está preparado tanto para a via diplomática quanto para a retomada das hostilidades.
O governo iraniano apresentou, por meio de mediadores paquistaneses, um plano para encerrar permanentemente a guerra. A estratégia consistia em "fatiar" o acordo: a primeira etapa previa um cessar-fogo imediato, a reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz e o fim dos bloqueios navais, deixando a polêmica questão nuclear para discussões em uma etapa posterior.
No entanto, o presidente Donald Trump rejeitou a proposta, afirmando não estar satisfeito com os termos apresentados. Washington mantém a exigência de garantias absolutas de que o Irã jamais obterá armamento nuclear, principal justificativa utilizada para os ataques realizados em fevereiro.
Enquanto a diplomacia patina, autoridades militares do Irã, como Mohammad Jafar Asadi, consideram "provável" o retorno dos combates, criticando a postura americana e afirmando que os EUA não respeitam promessas ou acordos.
O impasse ocorre em um momento crítico para a economia mundial. Há mais de dois meses, o bloqueio mútuo no Golfo Pérsico — onde o Irã restringe o transporte marítimo e os EUA bloqueiam navios de portos iranianos — tem causado a maior interrupção na história do fornecimento global de energia.
O Irã reitera que seu programa nuclear possui fins exclusivamente pacíficos e aguarda a definição dos Estados Unidos entre a via do confronto ou a da diplomacia.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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