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Sol Sertão Online
Colunista
Teerã afirmou nesta segunda-feira (4) ter impedido a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, intensificando a crise militar na região do Oriente Médio. A medida ocorre após o presidente Donald Trump prometer o início de uma operação para escoltar embarcações comerciais retidas na via marítima.
Em resposta ao anúncio norte-americano, o governo iraniano publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz, utilizando linhas vermelhas para delimitar a área que agora está sob a gestão e o controle total das Forças Armadas do Irã. O regime alertou que qualquer navio militar dos EUA que se aproxime da região poderá ser atacado.
Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, a passagem de qualquer embarcação pela via deve ser obrigatoriamente coordenada com Teerã. O porta-voz da força militar, general Mohseni, reiterou que movimentações que contrariem as normas da Marinha iraniana enfrentarão riscos severos e serão detidas com firmeza.
O Estreito de Ormuz é estratégico para a economia mundial, sendo a rota de 20% de todo o fluxo de petróleo do planeta. A via permanece fechada pelo Irã desde 28 de fevereiro, data que marca o início dos conflitos contra os Estados Unidos e Israel.
Apesar de um cessar-fogo ter sido estabelecido no início de abril, a via marítima não foi reaberta. Para pressionar o governo iraniano, os EUA implementaram seu próprio bloqueio em 13 de abril, tendo redirecionado 48 navios ligados ao regime de Teerã até o momento.
O governo Trump batizou a nova iniciativa de "Projeto Liberdade", com o objetivo de libertar empresas e países vítimas do bloqueio. O líder norte-americano afirmou que qualquer interferência nesse processo humanitário será combatida com rigor.
Enquanto a tensão militar escala, os Emirados Árabes Unidos condenaram um ataque iraniano a um petroleiro da estatal ADNOC na região. Simultaneamente, o Irã informou que analisa a resposta de Washington a uma proposta de 14 pontos para o encerramento da guerra, enviada por meio da mediação do Paquistão.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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