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Sol Sertão Online
Colunista
O governo do Irã anunciou a condenação à morte de mais quatro manifestantes envolvidos em protestos contra o regime ocorridos no início do ano. Entre os sentenciados está Bita Hemmati, que se torna a primeira mulher condenada ao enforcamento por sua participação nos levantes populares.
Além de Bita, foram condenados seu marido, Mohammadreza Majidi Asl, e outros dois homens que residiam no mesmo prédio do casal, na capital Teerã. As autoridades iranianas fundamentaram as sentenças sob a acusação de que os quatro estariam atuando em nome dos Estados Unidos.
Um quinto réu, Amir Hemmati, recebeu uma pena de cinco anos de prisão por "reunião e conluio contra a segurança nacional", somados a oito meses de detenção por "propaganda contra o regime".
As manifestações, motivadas inicialmente pelo alto custo de vida, evoluíram para uma mobilização nacional contra o governo, com picos de intensidade nos dias 8 e 9 de janeiro. De acordo com ativistas, a repressão estatal foi marcada por extrema violência, resultando em milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos.
Até o momento, o Irã já executou sete pessoas ligadas a esses protestos. Organizações de direitos humanos denunciam que a República Islâmica utiliza a pena de morte como ferramenta de repressão para disseminar o medo na sociedade, temendo que o número de execuções aumente diante do clima de tensão com Israel e os Estados Unidos.
O Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI), grupo de oposição ao regime, solicitou a intervenção urgente da ONU e de outros órgãos internacionais para tentar evitar a execução dos quatro condenados e de outros prisioneiros políticos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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