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Sol Sertão Online
Colunista
O chanceler do Irã, Abbas Aragchi, entregou formalmente as exigências de seu país para a concretização de um acordo que ponha fim ao conflito no Oriente Médio. As tratativas, que ocorrem de forma indireta em Islamabad, no Paquistão, envolvem a mediação do governo paquistanês para aproximar as posições de Teerã e Washington.
De acordo com fontes governamentais, os documentos entregues contêm tanto as condições iranianas para a paz quanto ressalvas detalhadas às propostas anteriormente apresentadas pelos Estados Unidos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizou acreditar que a nova proposta do Irã possa atender às exigências dos EUA. A Casa Branca também mencionou a existência de "avanços" e "progressos" nas conversas. No entanto, o clima atual é descrito como mais hostil do que na primeira rodada de negociações, ocorrida há três semanas.
O processo de diálogo enfrentou instabilidades recentes, com o adiamento de reuniões previstas para o dia 21, o que levou Trump a prorrogar o cessar-fogo vigente para garantir a continuidade das tratativas.
A instabilidade na região mantém o Estreito de Ormuz paralisado sob um duplo bloqueio. A via é estratégica, sendo responsável pelo fluxo de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura do estreito como "vital para o mundo".
Enquanto as negociações avançam, os Estados Unidos mantêm a pressão militar na região, com a operação do porta-aviões USS George H.W. Bush nas proximidades. Trump afirmou ter "todo o tempo do mundo" para negociar, sem abrir mão da força militar.
Paralelamente, a trégua entre Israel e Líbano enfrenta sérias dificuldades. Embora Trump tenha prorrogado o cessar-fogo por mais três semanas após conversas em Washington, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o Hezbollah de tentar sabotar a possibilidade de uma paz histórica.
Por outro lado, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou a prorrogação da trégua, citando atos de hostilidade por parte de Israel e solicitando que o governo libanês interrompa as negociações diretas com o país vizinho.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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