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Sol Sertão Online
Colunista
Uma investigação internacional revelou a existência de uma rede criminosa composta por homens que compartilham imagens e vídeos de mulheres dopadas, sedadas ou inconscientes. Os abusos ocorrem sem o consentimento das vítimas, que são filmadas enquanto são violentadas, evidenciando um padrão de crimes sexuais organizados em ambiente digital.
Os agressores utilizam fóruns, grupos privados e sites pornográficos para trocar técnicas de dopagem e discutir formas de evitar a detecção pelas autoridades. Um dos principais focos é a plataforma Motherless, que registrou 62 milhões de acessos apenas em fevereiro e abriga milhares de vídeos de mulheres sedadas, acumulando centenas de milhares de visualizações.
Além disso, foi identificado o canal “Zzz”, dedicado exclusivamente a ensinar métodos de "submissão química". No grupo, homens compartilham dosagens de substâncias e horários eficazes para a administração de sedativos, promovendo a violência sob a justificativa de uma suposta "fraternidade masculina" para facilitar o anonimato e a impunidade.
A investigação destacou que muitos dos crimes são cometidos por parceiros íntimos, dentro do próprio ambiente familiar. Na Inglaterra, Zoe Watts descobriu que o marido utilizava soníferos do próprio filho para dopá-la e filmá-la inconsciente durante dezesseis anos de casamento. Na Itália, uma mulher identificada como Valentina encontrou gravações feitas pelo marido, com quem conviveu por duas décadas, após ser dopada com álcool e medicamentos.
Diante da gravidade dos fatos, associações francesas, como a Fondation des Femmes e a M’endors pas, buscam a intervenção da justiça e de órgãos reguladores, como a Arcom e a plataforma Pharos, para bloquear sites que hospedam esse conteúdo e remover resultados de busca relacionados.
As organizações defendem a criação de leis específicas contra a violência sexista e sexual, alertando para a urgência de políticas públicas que combatam crimes organizados digitalmente e que se aproveitam do anonimato para perpetuar abusos sistêmicos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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