
Sol Sertão Online
Colunista
A jovem Phoebe Tesoriere, de 23 anos, residente de Cardiff, no País de Gales, conseguiu finalmente descobrir a causa de seus problemas de saúde após anos de diagnósticos equivocados. O desfecho ocorreu após a paciente utilizar um chatbot de inteligência artificial para analisar seus sintomas, resultando na identificação de uma condição rara que havia passado despercebida pelos médicos.
Durante anos, Tesoriere enfrentou uma jornada exaustiva no sistema de saúde. Ela chegou a ser diagnosticada com ansiedade, depressão e epilepsia. Em diversos momentos, a jovem sentiu que não era ouvida pelos profissionais, chegando a ser alertada de que seria tratada como paciente de saúde mental caso continuasse buscando atendimento no pronto-socorro.
O quadro clínico se agravou em julho de 2025, quando uma convulsão grave a deixou em coma por três dias. Ao recuperar a consciência, a paciente foi informada por um médico de que não sofria de epilepsia, mas sim de ansiedade, o que a deixou frustrada e sem respostas para sua condição física.
Diante da incerteza, Phoebe decidiu inserir seus sintomas em uma ferramenta de inteligência artificial. O chatbot sugeriu diversas possibilidades, entre elas a paraplegia espástica hereditária. Ao apresentar essa hipótese ao seu clínico geral, foram solicitados testes genéticos que confirmaram a doença rara.
Atualmente, Tesoriere utiliza cadeira de rodas e não pode mais exercer sua profissão de professora para alunos com necessidades educacionais especiais. Apesar das limitações, ela cursa mestrado em psicologia com o objetivo de continuar ajudando outras pessoas.
Embora o caso de Phoebe seja positivo, especialistas alertam para os riscos do autodiagnóstico via IA. A clínica geral Rebeccah Tomlinson enfatiza que as ferramentas de inteligência artificial devem servir apenas como um ponto de partida, sendo indispensável a consulta e a validação de um profissional de medicina.
Um estudo da Universidade de Oxford reforça essa cautela, apontando que chatbots podem fornecer aconselhamentos imprecisos e inconsistentes. No entanto, a demanda é alta: estima-se que 230 milhões de pessoas utilizem semanalmente a IA para tirar dúvidas sobre saúde e bem-estar.
O Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale manifestou pesar em relação à experiência de Phoebe no atendimento, mas evitou comentar detalhes específicos do caso por questões de confidencialidade do paciente.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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