
Sol Sertão Online
Colunista
Nesta terça-feira (12), investidores e consumidores aguardam a divulgação de novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O cenário é de cautela, com a economia global ainda sentindo os reflexos das instabilidades geopolíticas no Oriente Médio.
De acordo com o boletim Focus do Banco Central, a projeção para o IPCA de abril é de alta de 0,69%, o que representaria uma desaceleração em relação aos 0,88% registrados em março. No entanto, algumas instituições financeiras adotam uma visão mais pessimista, com previsões que chegam a 0,71%.
Os principais fatores de pressão são os combustíveis, impactados pelos preços internacionais, e o setor de alimentos. Itens essenciais como leite, ovos, feijão e carne vermelha devem registrar altas, somando-se aos reajustes sazonais de medicamentos.
Analistas alertam que, embora haja uma leve desaceleração, a inflação de serviços permanece em patamares elevados, representando um desafio constante para o Banco Central. Além disso, a ocorrência do fenômeno El Niño deve agravar a situação no segundo semestre, encarecendo a energia elétrica e os alimentos, o que pode impactar as metas inflacionárias a longo prazo.
O mercado já demonstra preocupação com o futuro: pela nona semana consecutiva, as expectativas para a inflação de 2026 foram revisadas para cima, atingindo 4,91%.
Nos EUA, a expectativa para o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) é de alta de 0,6% no índice cheio e 0,3% no núcleo, que exclui alimentos e energia. A volatilidade nos preços de combustíveis e passagens aéreas, intensificada pelas tensões no estreito de Ormuz, mantém a inflação americana resiliente.
O resultado deste indicador é crucial para as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Caso os números superem as projeções, investidores podem começar a precificar novos apertos monetários, afastando as expectativas de cortes nas taxas de juros americanas.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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