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Sol Sertão Online
Colunista
A morte prematura de Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, causou profunda comoção nas redes sociais. A jovem, que foi Miss Londrina em 2025 e eleita 1ª Princesa Miss Sarandi no mesmo ano, faleceu após sofrer um infarto fulminante.
Maiara estava em fase de preparação para participar de um concurso de beleza marcado para o dia 29 de abril, em Cascavel (PR). Empresária do ramo da beleza, casada e mãe, ela era descrita por amigos e familiares como uma pessoa carismática e humilde. O socorro foi prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite de sábado (18), mas o óbito foi confirmado no domingo (19). De acordo com a equipe médica, a vítima não apresentava histórico prévio de problemas de saúde.
O caso acende um alerta sobre as doenças do aparelho circulatório, que representam entre 25% e 30% de todas as mortes no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde e do DataSUS. O infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco é interrompido abruptamente, geralmente por um coágulo provocado pela aterosclerose — o acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração.
Dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) revelam que o número de infartos registrados mensalmente no país mais que dobrou nos últimos 15 anos. Preocupantemente, entre jovens de até 30 anos, o crescimento desses casos ficou 10% acima da média nacional, impulsionado principalmente pelo estilo de vida moderno e hábitos prejudiciais.
Especialistas apontam que a genética desempenha um papel crucial em pacientes jovens. No entanto, outros fatores agravam significativamente o risco, como o uso de anabolizantes e, no caso das mulheres, a combinação de tabagismo com o uso de anticoncepcionais de alta dosagem de estrogênio.
Um ponto crítico é a diferença nos sintomas entre os gêneros. Enquanto homens costumam apresentar a clássica dor no peito, as mulheres podem manifestar sinais atípicos e sutis, o que frequentemente dificulta e retarda o diagnóstico. Um estudo da American Heart Association indicou que a maioria das mulheres apresenta múltiplos sintomas associados ao infarto, independentemente de sentirem a dor torácica característica.
Para reduzir os riscos de ataques cardíacos, médicos recomendam a manutenção de uma dieta equilibrada, a prática regular de atividades físicas, o controle da pressão arterial e a cessação do tabagismo. Mulheres com histórico de doenças autoimunes, diabetes gestacional ou que passaram por tratamentos oncológicos devem redobrar a atenção e manter um acompanhamento cardíaco constante.
Além dos hábitos, as mudanças bruscas de temperatura também exigem cuidado. O frio provoca a vasoconstrição — o estreitamento dos vasos sanguíneos —, o que aumenta a pressão arterial e exige mais esforço do coração. Esse fenômeno pode elevar o risco de infarto em até 30% e a probabilidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 20%, especialmente quando as temperaturas ficam abaixo dos 14 ºC.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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