
Sol Sertão Online
Colunista
O profissional de Educação Física Rodrigo Bulso, de 33 anos, apresenta uma recuperação surpreendente após ser diagnosticado com um tipo agressivo de câncer. Menos de três meses depois da descoberta de um melanoma raro já em estágio metastático, novos exames revelam uma regressão significativa da doença após as primeiras sessões de imunoterapia.
A trajetória de Rodrigo começou sem os sinais típicos do melanoma, como manchas na pele. A doença, classificada como melanoma amelanótico — um subtipo que não produz melanina e dificulta a detecção precoce —, evoluiu de forma imperceptível até provocar uma fratura na coluna, que se manifestou inicialmente como uma forte dor nas costas.
O diagnóstico inicial revelou um cenário grave: a doença já estava disseminada, com tumores espalhados por pulmões, fígado, rins, intestino, ossos e linfonodos, além de metástases cerebrais.
Após quatro sessões de imunoterapia, a resposta do organismo foi considerada acima do esperado pela equipe médica. Exames recentes de PET-CT confirmaram o desaparecimento completo dos nódulos nos pulmões, rins e intestino.
Em outras áreas, como fígado, ossos e linfonodos, houve uma redução expressiva tanto no tamanho quanto na atividade metabólica das lesões. A ressonância magnética do cérebro também indicou a diminuição de todas as metástases e a redução do edema ao redor dos tumores.
O tratamento utiliza medicamentos que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas. O melanoma é um dos tumores que mais se beneficiam da imunoterapia devido ao alto número de mutações, o que facilita a identificação do câncer pelas células de defesa do corpo quando os mecanismos de bloqueio são removidos pelos fármacos.
Com a melhora clínica, Rodrigo já recuperou o peso e retomou a rotina de exercícios na academia, relatando sentir-se plenamente recuperado. O protocolo de tratamento seguirá agora apenas com o uso de nivolumabe, em doses maiores e intervalos mais longos.
Apesar do sucesso do caso, o cenário expõe a dificuldade de acesso a terapias avançadas. O acesso à imunoterapia na rede pública (SUS) ainda é limitado e desigual. Devido ao alto custo dos medicamentos e ao modelo de custeio da oncologia pública, muitos pacientes dependem de decisões judiciais, estudos clínicos ou da rede privada para conseguir o tratamento.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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