Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Livreiros independentes ao redor do mundo relatam um aumento incomum na venda de grandes volumes de livros usados. Pedidos massivos, muitas vezes sem lógica temática aparente, sugerem que as obras estão sendo adquiridas para alimentar sistemas de inteligência artificial (IA).
Nos Estados Unidos, a Justiça decidiu em 2025 que o uso de livros comprados para treinar softwares de IA não viola as leis de direitos autorais, classificando a prática como "transformadora". Em contrapartida, especialistas apontam que a legislação do Reino Unido exige a permissão dos detentores dos direitos autorais para esse tipo de treinamento.
Documentos judiciais revelaram o "Projeto Panamá", da empresa Anthropic, cujo objetivo seria a "digitalização destrutiva" de livros. O processo envolve a remoção da lombada para digitalização em escala industrial, seguida pela reciclagem do material físico.
O cenário cria um dilema para o setor: enquanto alguns livreiros celebram a venda de títulos encalhados, outros manifestam inquietação com o risco de destruição de exemplares raros e edições históricas, que podem ser perdidos definitivamente no processo.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...