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Início/Tecnologia
IA cobra mais caro de quem fala português e brasileira conquista 'Nobel da Educação'
Tecnologia
Foto retirada da página UOL

IA cobra mais caro de quem fala português e brasileira conquista 'Nobel da Educação'

SS

Sol Sertão Online

Colunista

2 de maio de 2026
5 min de leitura

O custo invisível da língua portuguesa na IA

O uso de inteligência artificial (IA) pode ser mais oneroso para quem utiliza o português em comparação ao inglês. O motivo reside no processamento de "tokens", que são as unidades de dados que as máquinas utilizam para compreender e gerar textos.

Devido à forma como esses dicionários internos são estruturados, frases em português tendem a consumir entre 15% e 20% mais tokens do que a mesma mensagem escrita em inglês. Na prática, isso significa que usuários de serviços comerciais e APIs pagam mais caro apenas por causa do idioma.

Além do custo financeiro, há a questão da fluência e influência. Estudos indicam que a IA opera com maior precisão em inglês, podendo inclusive moldar opiniões sobre temas sensíveis de forma mais eficaz nesse idioma do que em outras línguas, evidenciando que muitos modelos "pensam" em inglês e apenas traduzem a resposta para o português.

Excelência na educação: A professora mais influente do mundo

A educação brasileira recebeu um reconhecimento global com a paulista Débora Garofalo, eleita a professora mais influente do mundo pelo prêmio Global Teacher Prize de 2026, concedido pela Varkey Foundation.

Garofalo transformou a realidade de alunos em situação de vulnerabilidade na Zona Sul de São Paulo ao implementar o ensino de robótica e programação utilizando materiais recicláveis e sucata. O objetivo foi mostrar que a tecnologia pode ser uma ferramenta para solucionar problemas reais da comunidade.

Um dos projetos de maior impacto foi a criação de um temporizador de energia desenvolvido por estudantes de 12 anos para reduzir riscos de incêndios causados por sobrecargas elétricas em comunidades carentes, projeto motivado por tragédias locais.

A corrida global da robótica

No cenário industrial, a disputa entre Estados Unidos e China pela liderança da "IA com corpo" (robôs humanoides) segue intensa. Enquanto empresas americanas, como a Figure AI, ganham visibilidade em eventos oficiais, a chinesa Unitree prepara sua entrada na Bolsa de Valores, buscando captar cerca de US$ 600 milhões.

Analistas apontam que a China tem avançado rapidamente na liderança da robótica aplicada à indústria, consolidando-se como a principal força no desenvolvimento de máquinas com braços e pernas integrados à inteligência artificial.


Referência: Informações adaptadas de UOL.

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