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Sol Sertão Online
Colunista
Os húngaros iniciaram neste domingo o processo eleitoral considerado um dos mais importantes do continente europeu no ano. A votação define o futuro do primeiro-ministro populista Viktor Orbán, que comanda o país há 16 anos e se tornou uma figura proeminente e controversa na União Europeia e no cenário político global. As urnas abriram às 6h, horário local, com encerramento previsto para as 19h (14h em Brasília).
A eleição representa um ponto de inflexão para Orbán, o líder de mais longa data na UE e um dos seus críticos mais veementes. Sua trajetória política, iniciada como um liberal anticomunista, transformou-se em uma postura nacionalista pró-Rússia, admirada pela extrema-direita internacional. Após depositar seu voto em Budapeste, Orbán declarou estar confiante na vitória, alertando para uma iminente crise na Europa e a necessidade de uma "forte unidade nacional" para a Hungria.
Seu principal opositor, Péter Magyar, ex-aliado que recentemente emergiu como uma força política significativa, também votou pela manhã. Magyar enfatizou a urgência de medidas anticorrupção caso vença e a intenção de reatar laços com a União Europeia. Sua campanha tem apostado em uma abordagem moderna, utilizando redes sociais e comícios com forte apelo patriótico, posicionando-se como um desafio ao status quo.
O pleito húngaro atrai atenção global, dada a influência de Orbán no movimento populista de direita. Setores conservadores, como os associados ao movimento "Make America Great Again" nos Estados Unidos, veem o governo de Orbán e seu partido, Fidesz, como um modelo de política conservadora e antiglobalista. Em contrapartida, defensores da democracia liberal e do Estado de Direito expressam preocupações com o rumo do país.
A alta participação eleitoral nas primeiras horas, superando recordes anteriores, sugere um engajamento significativo do eleitorado. A aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, expressou o sentimento de muitos ao afirmar que a eleição representa "basicamente nossa última chance de ver algo que se assemelhe vagamente à democracia na Hungria".
Viktor Orbán, que retornou ao poder em 2010 após um primeiro mandato em 1998, consolidou sua liderança através de vitórias eleitorais expressivas, auxiliado pela fragmentação da oposição e pelo controle político. No entanto, o cenário atual apresenta desafios, com uma economia estagnada e crescente descontentamento com o enriquecimento de uma elite ligada ao governo. Péter Magyar capitalizou essa insatisfação, prometendo reaproximação com o Ocidente e mantendo políticas conservadoras em relação à imigração. Pesquisas recentes indicam um avanço significativo de Magyar, com projeções de vitória da oposição.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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