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Sol Sertão Online
Colunista
A Hungria se prepara para um pleito parlamentar neste domingo (12) que pode redesenhar o cenário político do país. Pesquisas recentes indicam uma forte possibilidade de vitória da oposição, que busca encerrar os 16 anos de governo de Viktor Orbán, figura proeminente da extrema-direita mundial.
Viktor Orbán, que ocupou o cargo de primeiro-ministro pela primeira vez entre 1998 e 2002, retornou ao poder em 2010 com uma vitória expressiva e, desde então, se mantém como líder húngaro. Sua gestão é marcada por um alinhamento com movimentos conservadores e uma postura crítica à União Europeia, além de estreitas relações com líderes como Vladimir Putin e Donald Trump.
No entanto, o cenário eleitoral deste ano apresenta um desafio inédito. A estagnação econômica e o enriquecimento de uma elite ligada ao governo diminuíram o apoio a Orbán, abrindo espaço para a ascensão de Péter Magyar, um ex-aliado político. Magyar tem focado sua campanha na promessa de reaproximação com a União Europeia e aliados ocidentais, embora também defenda políticas conservadoras, como o combate à imigração ilegal.
Com uma estratégia de comunicação voltada para as redes sociais e comícios de forte apelo patriótico, Magyar tem conquistado o eleitorado desiludido. Levantamentos de institutos independentes apontam seu partido à frente da legenda de Orbán, o que pode configurar uma virada histórica.
A disputa tem sido acompanhada de perto por figuras internacionais. Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, tem manifestado apoio explícito a Orbán, com visitas e mensagens nas redes sociais. O vice-presidente de Trump, J.D. Vance, esteve na Hungria recentemente, criticando a União Europeia por suposta interferência no processo eleitoral.
Relatos da imprensa europeia também apontam um possível envolvimento da Rússia na campanha, com Orbán sendo acusado de ter oferecido apoio a Putin e de ter bloqueado ajuda à Ucrânia em momentos cruciais. O atual premiê tem posicionado a eleição como uma escolha entre "guerra ou paz", sugerindo que a oposição levaria o país ao conflito.
Péter Magyar, por sua vez, propõe uma gestão mais construtiva com a União Europeia e a OTAN, embora mantenha posições firmes em temas como o pacto migratório. Ele se comprometeu a combater a corrupção, fortalecer a independência da mídia pública e do Judiciário, aumentar a transparência em contratos públicos e limitar mandatos para o cargo de primeiro-ministro.
O programa de Magyar inclui ainda a redução da intervenção estatal na economia e a melhoria dos sistemas de saúde e educação. Analistas ressaltam que, além de combater a corrupção, a oposição visa liberar recursos europeus e integrar a Hungria ao gabinete do procurador europeu, medidas rejeitadas pelo governo atual.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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