
Sol Sertão Online
Colunista
Um surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro operado pela empresa Oceanwide Expeditions causou a morte de sete passageiros, gerando preocupação entre autoridades de saúde globais. A embarcação havia partido de Ushuaia, na Argentina, em uma expedição pelo Oceano Atlântico com paradas em ilhas remotas.
De acordo com o infectologista Alberto Chebabo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maioria das 38 espécies de hantavírus conhecidas é transmitida por meio do contato com excrementos de roedores silvestres. No entanto, o surto no navio foi provocado pela espécie andense, uma variante capaz de se propagar diretamente de pessoa para pessoa via respiratória.
Diferente de vírus como o da COVID-19, a transmissão da variante andense exige contato próximo e prolongado. O ambiente do cruzeiro foi determinante para a propagação: o clima rigoroso da região forçou os passageiros a permanecerem em espaços internos, que possuíam ventilação forçada e ar-condicionado, com pouca troca de ar com o exterior.
Acredita-se que a disseminação tenha começado com um passageiro que já embarcou infectado, ainda em período de incubação, transmitindo o patógeno aos demais durante a convivência confinada.
A hantavirose é considerada uma doença de alta letalidade, com taxas que variam entre 25% e 50%, independentemente do estado de saúde prévio do paciente. Apesar da gravidade dos casos no navio, o especialista reforçou que o risco para a população em geral permanece muito baixo, destacando que o vírus não é novo e não apresenta mutações que aumentem sua transmissibilidade fora de condições específicas de confinamento.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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