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Sol Sertão Online
Colunista
O músico Tom Dumont, guitarrista da banda americana No Doubt, revelou publicamente ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson de início precoce. Aos 58 anos, Dumont compartilhou que, apesar dos desafios diários impostos pela condição, a música continua sendo sua principal ferramenta de resiliência e qualidade de vida.
A experiência de Dumont converge com evidências científicas. Um estudo conduzido pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, demonstrou que programas de aulas de guitarra podem melhorar significativamente os sintomas motores e emocionais de pacientes com Parkinson. A prática estimula a plasticidade cerebral, a coordenação motora fina e promove a interação social.
Segundo o neurocirurgião Helder Picarelli, atividades que exigem planejamento mental, concentração e precisão motora são fundamentais para complementar o tratamento convencional. O especialista ressalta que, como o Parkinson compromete o sistema locomotor e o equilíbrio, a estimulação contínua e a terapia física são essenciais em todas as fases da doença.
O Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa e progressiva que afeta a substância negra do cérebro, reduzindo a produção de dopamina. A escassez desse neurotransmissor prejudica a comunicação entre o cérebro e o corpo, resultando em sintomas como tremores, rigidez muscular e instabilidade postural.
Especialistas alertam que, além dos sinais motores, existem sintomas não motores que podem surgir anos antes do diagnóstico, incluindo depressão, ansiedade e distúrbios do sono. Por não haver um exame único de confirmação, o diagnóstico é realizado com base no histórico clínico e em avaliações neurológicas detalhadas.
Embora a doença seja mais comum em pessoas acima de 60 anos, casos de início precoce podem ocorrer antes dos 50 anos, frequentemente associados a fatores genéticos. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas convivam com a doença, embora a subnotificação seja comum, especialmente em áreas rurais onde o acesso a diagnósticos especializados é limitado.
Ao tornar sua condição pública, Tom Dumont espera ajudar a reduzir o estigma em torno da doença e incentivar a conscientização e a pesquisa. O tratamento do Parkinson, embora não possua cura, envolve uma abordagem multidisciplinar com medicamentos e terapias que visam retardar a progressão dos sintomas e garantir a autonomia do paciente.
O caso do músico reforça a premissa de que manter o corpo e a mente ativos, seja através da arte ou de atividades físicas, é fundamental para a manutenção da saúde e do bem-estar.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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