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Sol Sertão Online
Colunista
O conflito entre Estados Unidos e Irã completa dois meses na próxima terça-feira (28), consolidando-se como uma disputa de alto custo financeiro e complexidade estratégica. Entre períodos de cessar-fogo e intensos bombardeios, o volume de recursos destinados a armamentos atingiu cifras bilionárias.
De acordo com dados do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), estima-se que a administração de Donald Trump tenha gasto pouco mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em armamentos. Para fins de comparação, esse montante supera o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Guiana e Montenegro.
Entretanto, projeções divulgadas pelo The New York Times indicam que o gasto total dos norte-americanos com a guerra já pode ter ultrapassado a marca de US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões).
Embora os Estados Unidos ainda possuam mísseis suficientes para manter a operação atual, o CSIS alerta para uma possível vulnerabilidade em conflitos futuros. O esgotamento de estoques já era motivo de preocupação antes mesmo da ofensiva, devido ao fornecimento de armas para a Ucrânia e Israel.
O presidente Donald Trump admitiu a escassez de armamentos de ponta, embora defenda que o país possui estoques "praticamente ilimitados" de armas de médio e médio-alto alcance. Apesar de novos acordos com a indústria de defesa, a reposição é lenta. O prazo total para a produção de novos lotes de munição pode chegar a 52 meses, evidenciando um gargalo na capacidade produtiva.
Informações obtidas pela CBS News sugerem que o Irã pode deter uma capacidade militar superior à admitida publicamente, com parte de seu arsenal armazenada em bunkers e cavernas. Em desfile militar recente em Teerã, o país exibiu o Khorramshahr-4, um de seus mísseis balísticos mais avançados, com alcance estimado em 2.000 quilômetros.
Por outro lado, um relatório do tenente-general James Adams, da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, aponta que, embora o Irã ainda represente um risco e tenha capacidade de causar danos, suas forças terrestres e aéreas utilizam equipamentos obsoletos. Segundo o documento, a limitação tecnológica e de treinamento tornaria as forças iranianas incapazes de derrotar um adversário tecnologicamente superior.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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