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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. O mercado financeiro brasileiro registrou forte queda na q...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
O mercado financeiro brasileiro registrou forte queda na quarta-feira (3), impulsionado pela aversão global ao risco e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente após novos ataques entre Estados Unidos e Irã. O cenário resultou em uma queda de 2,22% no Ibovespa, que fechou aos 170.330,63 pontos, enquanto o dólar subiu 1,12%, cotado a R$ 5,0661, e o petróleo avançou até 2,4%.
A deterioração das expectativas inflacionárias levou diversas instituições financeiras a revisarem suas projeções para a taxa básica de juros. Enquanto Citi e Itaú estimam a Selic em 13,75% ao ano, casas como Pine, XP e JPG projetam valores de 14% ou mais para o final de 2026. O BTG Pactual sugeriu, inclusive, a interrupção imediata do ciclo de queda dos juros.
Os principais fatores para a pressão nos preços incluem o choque no mercado de petróleo, os efeitos do fenômeno El Niño sobre a alimentação e a resiliência da atividade econômica. Segundo o boletim Focus do Banco Central, a expectativa de inflação para 2026 foi ajustada para 5,09%.
A perspectiva de juros elevados por um período prolongado, somada ao novo tarifaço dos EUA contra o Brasil, provocou a alta das taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs). Esse movimento reduz a margem de receita das empresas e incentiva investidores a migrarem da renda variável para ativos mais estáveis, fortalecendo ainda mais a moeda americana.