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Sol Sertão Online
Colunista
O governo federal enfrenta um cenário de instabilidade política após sofrer duas derrotas significativas no Congresso Nacional. A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria colocam em risco a aprovação de projetos prioritários para o Palácio do Planalto, a apenas cinco meses do período eleitoral.
A tensão entre a gestão Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontada como o principal entrave para o avanço da agenda governamental. Parlamentares da base aliada veem um rompimento inevitável. O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, classificou a manobra de Alcolumbre como um "golpe", sugerindo que a derrubada do veto ao PL da Dosimetria visa blindar figuras políticas e militares de investigações da Polícia Federal.
Uma das pautas mais aguardadas é a redução da escala de trabalho 6x1. Enquanto o governo enviou um projeto com urgência constitucional para reduzir a jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, o Congresso movimenta suas próprias propostas. Na Câmara, o presidente Hugo Motta criou uma comissão especial para analisar PECs que extinguem a escala 6x1, gerando o temor de que o Legislativo assuma o protagonismo do tema, deixando de lado o projeto enviado pelo Planalto.
Outras frentes estratégicas também estão travadas. A PEC da Segurança, que visa integrar o combate ao crime organizado por meio da criação do Sistema Único de Segurança, foi aprovada na Câmara em março, mas permanece parada no Senado. Governistas projetam que a proposta pode acabar desfigurada ou enterrada devido ao rompimento com a presidência da Casa.
Da mesma forma, o projeto Redata, que institui um Regime Especial de Tributação para atrair data centers para o Brasil, não foi pautado por Alcolumbre. A medida é considerada fundamental para a soberania digital, a eficiência de operações financeiras e a inteligência artificial, além de promover a geração de empregos de alta qualificação no país.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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