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Sol Sertão Online
Colunista
Brasília – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia cautelosamente a resposta a ser dada aos Estados Unidos após a decisão de Washington de solicitar a saída do delegado da Polícia Federal (PF), Marcelo Ivo de Carvalho, do território americano.
O delegado, que atuava como oficial de ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Miami, teve participação na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. No entanto, assessores do governo de Donald Trump alegam que Carvalho teria extrapolado suas funções e utilizado informações incompletas, chegando a manipular oficiais americanos para viabilizar a detenção.
Embora o presidente Lula tenha mencionado a possibilidade de acionar a cláusula de reciprocidade — o que poderia resultar na expulsão de um oficial militar dos EUA no Brasil —, sua equipe técnica recomenda prudência. Assessores do presidente defendem que não se deve "comprar briga" de forma apressada.
A avaliação interna é que a medida de reciprocidade só deve ser adotada caso fique comprovado que a decisão americana foi baseada em critérios políticos ou ideológicos. Caso contrário, o governo brasileiro deve manter-se apenas no campo das críticas.
O Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal ainda aguardam a notificação oficial do governo norte-americano sobre a saída do delegado. Como sinal de insatisfação formal, a encarregada de Negócios interina da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Kimberly Kelly, foi convocada ao Itamaraty para prestar esclarecimentos.
Nos bastidores, autoridades brasileiras analisam duas frentes: a possibilidade de que a atuação do delegado tenha realmente excedido os limites profissionais e a hipótese de que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estejam atuando junto ao governo Trump para fomentar atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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