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Sol Sertão Online
Colunista
Às vésperas da sabatina do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal empenhou aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas parlamentares.
O aumento expressivo no empenho dos recursos ocorre em um momento estratégico, enquanto o governo busca consolidar a base de apoio necessária para a aprovação do indicado. A sabatina está agendada para esta quarta-feira (29), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para avançar ao plenário, Messias precisa de ao menos 14 votos na CCJ e, posteriormente, de 41 votos para ser confirmado como ministro do STF.
A escolha de Messias gerou tensões entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria defendido a indicação do senador Rodrigo Pacheco.
Dos R$ 12 bilhões empenhados, R$ 10,7 bilhões fazem parte do montante de R$ 17,3 bilhões que o governo é obrigado a pagar no primeiro semestre de 2026. Com a nova movimentação, o governo saltou de um empenho inferior a 2% no início de abril para mais de 58% do total previsto para o período.
O partido de oposição PL foi a legenda com a maior fatia de recursos reservados, totalizando R$ 479 milhões. Na sequência, aparecem o MDB, com R$ 372,7 milhões, o PSD, com R$ 366,2 milhões, e o PT, com R$ 281,2 milhões.
Entre os parlamentares mais contemplados, destacam-se o senador Eduardo Braga (MDB), com R$ 71,2 milhões; Romário (PL), com R$ 68,7 milhões; e Jader Barbalho (MDB), com R$ 62,4 milhões.
Apesar da aceleração no empenho — processo no qual o governo reserva a verba e se compromete com o pagamento —, a liquidação efetiva dos valores segue em ritmo lento. Até o momento, o governo quitou apenas 2,28% das emendas obrigatórias previstas para o primeiro semestre, tendo pago R$ 395,2 milhões nas últimas três semanas.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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