
Sol Sertão Online
Colunista
O governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha, solicitou ao Congresso local uma licença para se afastar temporariamente de suas funções. A medida ocorre enquanto a Procuradoria-Geral da República (FGR) do México investiga denúncias apresentadas pelo governo dos Estados Unidos, que acusam o gestor de tráfico de drogas e crimes relacionados a armas.
Em comunicado via vídeo, Rocha refutou as acusações do Departamento de Justiça dos EUA, classificando-as como "falsas e maliciosas". O governador afirmou que o pedido de afastamento visa facilitar a atuação das autoridades mexicanas no processo de investigação e declarou ter a consciência tranquila sobre sua trajetória profissional e pessoal.
Paralelamente, a FGR informou que, após analisar a solicitação dos Estados Unidos para a prisão preventiva de Rocha e de outras nove pessoas com fins de extradição, concluiu que, no momento, não existem provas suficientes para avançar. Contudo, a Procuradoria indicou que solicitará novos elementos probatórios aos EUA para revisar o caso.
Rocha, eleito em 2021 pelo partido Morena, garantiu que a situação não comprometerá o movimento político da "quarta transformação". A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou-se afirmando que seu governo não dará proteção a quem tenha cometido crimes, mas ressaltou que a competência de determinar a existência de provas cabe exclusivamente à FGR.
A presidente Sheinbaum também levantou a possibilidade de o caso representar uma interferência dos Estados Unidos na soberania mexicana. A análise ocorre em um momento de pressão do governo de Donald Trump, que desde janeiro de 2025 exige ações mais contundentes do México contra os grupos do crime organizado.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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