Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Embora compartilhem sintomas após o consumo de glúten — proteína presente no trigo, cevada e centeio —, a doença celíaca, a alergia ao trigo e a intolerância ao glúten são condições distintas, com causas, diagnósticos e tratamentos específicos.
A doença celíaca é uma condição autoimune crônica que inflama o intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes e exigindo a retirada total e permanente do glúten da dieta. Já a alergia ao trigo é uma resposta imunológica imediata que pode causar desde urticária até anafilaxia, porém sem provocar danos às paredes intestinais.
A intolerância ao glúten, ou sensibilidade não celíaca, provoca desconfortos abdominais e fadiga, sendo diagnosticada por exclusão após a descartada a doença celíaca e a alergia. Especialistas ressaltam que sintomas gastrointestinais também podem ser desencadeados por outros componentes do trigo, como os frutanos (FODMAPs), e não necessariamente pela proteína do glúten.
Médicos alertam que o autodiagnóstico e a exclusão indiscriminada do glúten podem mascarar patologias e gerar deficiências nutricionais de ferro, fibras e vitaminas do complexo B. Além disso, a retirada precoce da proteína pode comprometer a precisão de exames sorológicos e histológicos necessários para a confirmação do diagnóstico correto.
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