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Sol Sertão Online
Colunista
O trio Gilsons levou a energia da música afro-baiana ao palco do Vivo Rio, no Rio de Janeiro, no dia 1º de maio de 2026, apresentando a turnê “Eu vejo luz”. Em uma performance marcada pelo apuro visual e sonoro, o grupo celebrou a execução integral das dez faixas de seu segundo álbum de estúdio, “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”, lançado em março deste ano.
Desde sua estreia em 2018, o grupo composto por Francisco Gil, João Gil e José Gil tem consolidado sua presença na cena musical brasileira. Se no álbum de estreia, “Pra gente acordar” (2022), o trio conquistou a popularidade juvenil, no novo trabalho eles refinam sua sonoridade, equilibrando com maestria o lirismo, a leveza e os beats contemporâneos, sempre mantendo a essência do tambor.
A apresentação foi sustentada por uma big banda, que incluiu sopros e a força dos atabaques conduzida por percussionistas como Luizinho do Jêje e Ricardo Guerra, elementos fundamentais na arquitetura sonora do grupo.
Embora a coragem de priorizar o novo repertório tenha sido evidente, a sintonia com a plateia jovem atingiu o ápice nos sucessos consagrados. O hit “Várias queixas”, releitura do Olodum, e a canção “Love Love” provocaram coros entusiasmados, demonstrando a forte comunhão entre os artistas e os fãs.
Outros destaques da noite ficaram por conta de “Minha flor”, obra-prima do novo disco, e a faixa “Algum ritmo”, parceria com a banda Jovem Dionísio, que gerou um efeito catártico no público.
Mesmo carregando a linhagem de um dos maiores nomes da MPB, o grupo demonstra caminhar com independência artística. A estreia carioca da turnê contou com a presença de Gilberto Gil em um dos camarotes. O show também reservou um momento de emoção ao homenagear a cantora Preta Gil durante o bis.
Com uma proposta que funciona como um bálsamo diante do pop mainstream atual, a turnê “Eu vejo luz” confirma o amadurecimento dos Gilsons e projeta um futuro promissor para o trio.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
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