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Sol Sertão Online
Colunista
Um caso incomum ocorrido na Colômbia, no qual uma mulher deu à luz gêmeos com pais diferentes, trouxe novamente à tona a complexidade do sistema reprodutor humano. O fenômeno, chamado cientificamente de superfecundação heteropaternal, é raro, mas pode ocorrer com mais frequência do que os registros médicos sugerem.
Normalmente, a mulher libera um único óvulo por ciclo menstrual. No entanto, em certas situações, pode ocorrer a poliovulação, que é a liberação de mais de um óvulo no mesmo período. Se a mulher tiver relações sexuais com dois homens diferentes em um curto intervalo de tempo, cada óvulo pode ser fecundado por um espermatozoide distinto.
O resultado é uma gestação de gêmeos fraternos (bivitelinos), onde cada criança possui um pai diferente. Esse processo difere dos gêmeos idênticos, que originam-se da divisão de um único óvulo fecundado por um único espermatozoide.
Especialistas em reprodução humana explicam que esses casos geralmente só são descobertos através de testes de paternidade. Como esse exame não é rotineiro para gêmeos, a descoberta costuma acontecer apenas em situações de disputas judiciais por pensão alimentícia ou quando as crianças apresentam características físicas muito divergentes entre si.
Para que a superfecundação heteropaternal aconteça, são necessários três fatores simultâneos: a ocorrência de poliovulação, relações sexuais com parceiros diferentes em curto prazo e a viabilidade dos óvulos liberados.
A qualidade dos óvulos declina com a idade; aos 30 anos, cerca de 50% são aptos para a gestação, índice que cai para 20% na faixa dos 40 anos. Além disso, tratamentos de fertilidade que utilizam medicamentos para induzir a ovulação, como o letrozol e o citrato de clomifeno, podem aumentar as chances de a mulher liberar múltiplos óvulos.
A comprovação definitiva da paternidade é realizada por meio da análise de fragmentos de DNA. Os cientistas comparam o material genético da criança, da mãe e dos supostos pais, utilizando amostras de sangue ou a coleta de células da mucosa bucal (swab), permitindo a identificação precisa da linhagem genética de cada bebê.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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