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Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1 Pop & Arte.
O mercado de funk brasileiro passa por uma transformação onde MCs agora atuam como empresários de si mesmos e de colegas. Exemplos recentes, como os sucessos “Pau Pra Toda Obra” e “Cuida do Pet”, destacam a atuação de produtoras lideradas por artistas, a exemplo da Bololô Records (MC Ryan SP) e Gringos World (MC IG), que gerenciam desde a gravação de clipes até a distribuição musical.
Essa mudança de paradigma foi inspirada por MC Kevin, que em 2020 fundou a Revolução Records para buscar autonomia após questionar a transparência de repasses em grandes agências. Embora Kevin tenha falecido antes de consolidar a operação, sua iniciativa serviu de base para que outros funkeiros assumissem as rédeas de suas carreiras.
O modelo contrasta com a hegemonia histórica de empresas como a GR6, que dominava o agenciamento e a venda de shows no estado de São Paulo. A vantagem das novas produtoras, segundo os artistas, reside na identificação e empatia, já que o gestor compartilha a mesma vivência e as mesmas dificuldades enfrentadas pelo músico.
Atualmente, o principal desafio desses novos empresários é a formalização burocrática de contratos e a concorrência no setor de vendas de shows. Em resposta, a GR6 flexibilizou seus contratos e passou a firmar acordos pontuais com as produtoras de MCs, focando apenas na gestão de agendas.
O resultado é um mercado com maior capilaridade e profissionalismo. Enquanto alguns artistas ainda enfrentam dificuldades técnicas sobre a divisão de ganhos, surge uma nova geração mais consciente de seus direitos fonográficos e focada na independência administrativa.
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