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Sol Sertão Online
Colunista
A Polícia Federal (PF) analisa a proposta de delação premiada apresentada por Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Preso desde novembro do ano passado no Paraná, o ex-gestor já admitiu a prática de crimes e entregou a lista de temas que pretende detalhar em seu acordo de colaboração.
A colaboração de Oliveira Filho é considerada estratégica pelos investigadores, dado que ele chefiou a área jurídica do órgão e possuía conhecimento amplo sobre a estrutura do esquema, incluindo a possível participação de figuras políticas. Um dos pontos centrais da proposta de delação envolve o Banco Master.
As investigações apontam que, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro, teria sido editada uma medida provisória — apelidada internamente por servidores como "MP do Master" — para beneficiar a instituição financeira na execução de contratos de empréstimos consignados, cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
Virgílio de Oliveira Filho foi detido na quarta fase da Operação Sem Desconto. Na ocasião, a PF revelou que o ex-procurador teria recebido R$ 11,9 milhões por meio de empresas e contas bancárias em nome de sua esposa, a médica Thaísa Hoffmann, que atualmente cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Além dos valores, foi descoberta a transferência de um carro de luxo para a esposa, realizada pelo lobista Antônio Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Caso a PF assine o acordo, o material será encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no INSS e do caso envolvendo o Banco Master. O dono do banco, Daniel Vorcaro, também foi preso preventivamente em março e negocia sua própria delação em Brasília.
Outros investigados, como o empresário Maurício Camisotti, já assinaram acordos de colaboração que aguardam homologação judicial. Além de Oliveira Filho, permanecem presos o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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