
Sol Sertão Online
Colunista
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) buscam neutralizar o impacto de conversas vazadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, classificando a divulgação dos diálogos como um "vazamento seletivo". A orientação interna é que o parlamentar evite a postura defensiva e mantenha sua agenda pública, com compromissos previstos no Rio de Janeiro e em São Paulo, para imprimir um tom de normalidade à sua pré-campanha.
Em resposta às revelações, Flávio Bolsonaro afirmou que a solicitação de valores a Vorcaro ocorreu em caráter de pessoa física. Segundo a equipe, o montante seria destinado à produção de um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, financiado com recursos privados de uma produtora da qual o senador não é sócio, argumento utilizado para afastar a ocorrência de qualquer ilícito.
A aposta do entorno é que, com cerca de cinco meses para as eleições, o assunto perca a tração mediática. No entanto, houve insatisfação entre aliados próximos pelo fato de Flávio ter omitido a existência dessas conversas, o que teria prejudicado a elaboração de uma estratégia de resposta mais coordenada.
Para mudar a narrativa, a nova tática consiste em defender investigações rigorosas e a criação de uma CPI do Banco Master no Congresso. O objetivo é deslocar Flávio da posição de acuado para a de alguém que busca apurar eventuais irregularidades da instituição financeira.
Paralelamente, alas do PT no Congresso também voltaram a defender a CPI do Master, embora haja divergências internas sobre se a medida seria produtiva ou se serviria apenas como palanque eleitoral com consequências imprevisíveis.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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