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Sol Sertão Online
Colunista
A participação das receitas provenientes de encomendas internacionais no faturamento total dos Correios sofreu uma queda drástica, recuando de 22% em 2023 para apenas 7,8% em 2025. Os dados constam em demonstrações financeiras da estatal publicadas no Diário Oficial da União.
A retração financeira está diretamente ligada à implementação do programa Remessa Conforme, do Ministério da Fazenda. A medida, popularmente conhecida como "taxa das blusinhas", instituiu a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras de até US$ 50 e, crucialmente, encerrou o monopólio dos Correios na distribuição de encomendas internacionais no Brasil.
Com a mudança na legislação, empresas privadas de transporte passaram a ter permissão para realizar o frete interno de mercadorias estrangeiras, eliminando a obrigatoriedade de contratação da estatal para a entrega final.
O impacto financeiro é severo. Em 2024, a empresa registrou uma receita de R$ 3,9 bilhões no setor. Já em 2025, esse valor despencou para R$ 1,3 bilhão, representando uma perda de R$ 2,6 bilhões em relação ao ano anterior. Um estudo interno da empresa aponta que o prejuízo de receita causado especificamente pela implementação do programa foi de R$ 2,2 bilhões.
O volume de pacotes também apresentou declínio acentuado. Entre janeiro e setembro de 2024, os Correios transportaram 149 milhões de objetos; no mesmo período de 2025, esse número caiu para 41 milhões, uma redução de aproximadamente 110 milhões de encomendas.
Em documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi), a estatal admite que a perda de mercado evidenciou a ausência de um reposicionamento negocial diante das novas transformações de comportamento de consumo da sociedade.
Segundo a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo, a empresa entrou em um "ciclo vicioso de prejuízos", onde a baixa qualidade operacional levou à perda de clientes e receitas, reduzindo a capacidade de geração de caixa para regularizar obrigações. A performance operacional precária teria comprometido inclusive as negociações com grandes clientes, que respondem por mais de 50% da receita de vendas da instituição.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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